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25/04/2004 14:08
Dos pregadores da morte

Esse diScurso é uma crítica clara aos que buscam a transcedência, como, por exmeplo, os cristãos. Sua pregação da “vida eterna” nada mais é do que um desejo de morte, de abandonar essa vida que seria só sofrimento. Por isso eles se submetem a tantas mortificações; não o fazem para expiar seus pecado,s mas para reprimir sue desejo de vida, sua vontade de poder. A pregação da morte encontra terreno fértil naqueles que levam uma vida de inquietação e trabalho furioso. Isso porque toda a ocupação deles não passa de uma maneira de esquecer a si mesmos. Por isso aderem tão facilmente aos pregadores da morte: a “vida eterna” é uma maneira de suprimir o seu Eu. Zaratustra diz que os pregadores da morte deveriam ser coerentes com suas palavras e morrer de uma vez por todas. Entretanto, conclui admitindo que eles são úteis pra diminuir o número de supérfluos no mundo.

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04/04/2004 20:33
OBS: esse post foi reeditado dia 09/04/04, tendo em vista os comentários de Thiago Leite


Inicio com este post meu projeto de escrever comentários sobre o livro "Assim Falou Zaratustra". Por enquanto, estou me limitando a transcrever as anotações que fiz durante a leitura do livro; se possível mais tarde farei reflexões mais longas sobre o assunto. Como um aperitivo, deixo as anotações sobre os dois primeiros discursos do primeiro capítulo.

As três transformações:

O espírito se transforma em camelo na medida em que ele se carrega de coisas pesadas, isto é, busca o sofrimento e regozija-se com ele, em nome da razão e da verdade. O camelo seria o modelo do cristão que se humilha e oferece a outra face, sentindo a alegria na dor, pois a dor expia seus pecados. Entretanto, alguns camelos não suportam tanto sofrimento e revoltam-se transformando-se em leão. O leão renega o sofrimento e abnegação do camelo e quer libertar-se da escravidão em que vivia. Para isso, é necessário destruir os valores pré-estabelecidos criados pelo “Tu deves”. O leão representa o “Eu quero”; embora ele não possa criar outros valores, ele cria a liberdade para que surja a criança. A criança representa o esquecimento da moral pré-estabelecida e o novo começo; e só ela pode criar sua própria moral.

Da cátedra da Virtude

Esse discurso não passa de uma grande ironia. No fundo, toda a sabedoria, virtude, alegria ou obediência não passam de garantias de um bom sono. Nietzsche ironiza os sábios: eles não vivem, apenas dormem! Assim, abdicar de sua vontade de poder é abdicar da própria vida, é dormir, o meio-termo de Aristóteles no fundo nos conduz a passar a vida sem vivê-la, como se tivéssemos gastado todo o nosso tempo dormindo.

enviada por fastasma na neblina



29/02/2004 16:55
Shaman


No dia 14/02, fui no show do Shaman no Claro Hall junto com alguns amigos. O show foi uma ótima diversão. O repertório foi formado basicamente pelo CD de estréia de banda, “Ritual”. A abertura foi com a instrumental “Ancient Winds”. Dentre as músicas apresentadas, pode-se destacar “Here I am”, “For Tomorrow”, “Pride” e “Fairy Tale”, que se tornou uma das músicas mais famosas da banda ao entrar na trilha sonora da novela “O Beijo do Vampiro”.
Antes da apresentação da atração principal, subriam ao palco duas bandas de abertura: Sagitta e Heaven’s Guardian. Elas fizeram bons shows, mas nada de espetacular. O melhor momento das bandas de abertura foi quando a Heaven’s Guardina fez um cover do clássico “Breaking the Law” do Judas Priest (essa hora foi realmente foda...)
O show dividiu-se em duas partes. Na primeira, eles tocaram músicas do CD Ritual. Houve um pequeno intervalo e, na volta do mesmo, eles tocaram “Pride” e algumas músicas cover. A maior parte das músicas cover foi do Ozzy. Eles tocaram “No more Tears” e “Mr. Crowley”. Foi, sem dúvida nenhuma, uma das partes mais empolgantes de todo o espetáculo, particularmente para mim, que já estava morrendo de saudades de ouvir Mr. Crowley. Os fãs gritavam em uníssono essas letras tão famosas, e esse coro monumental fazia com que a emoção fluísse por entre as massas que pulavam alucinadas. Para alguns, esse foi o melhor momento do show, embora eu tenha ouvido críticas quanto ao fato de que a voz de André Mattos não estai adequada para essas músicas.
A banda, como de costume, fechou o show com a arrasadora “Carry On”, uma das músicas mais conhecidas do Angra, banda das quais vieram três dos atuais integrantes do Shaman (o vocalista André Mattos, o baixista e o baterista Ricardo Confessori).
Pode-se ressaltar como um dos pontos altos do show o desempenho do guitarrista. E, como o Claro Hall não estava tão cheio como no show do Iron Maiden, foi bem mais fácil pular, e eu terminei bem menos cansado (mas me perdi de novo... já ta virando hábito!). Uma reclamação a ser feita é sobre o tempo excessivo gasto com a exibição de um DVD da banda. O DVD, que tem momentos bastante cômico, é até bastante interessante como extra de algum show. Mas exibi-lo na hora em que todos aguardavam ansiosamente a subida do Shaman ao palco decididamente foi um verdadeiro atentado contra a paciência do espectador. Pelo menos o show compensou a espera. E, por fim, gostaria de de agradecer ao meu amigo Damásio pelos autógrafos da banda e ao meu amigo Garcez pelos ingressos de cortesia.

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15/02/2004 20:53
Show do Stanley Jordan

A música é parte fundamental na vida de praticamente todo ser humano. Ela deve ser capaz de despertar as mais variadas emoções, suscitar reflexões e extravasar sentimentos, proporcionando um prazer especial provocado peculiarmente pelas manifestações artísticas. O show do guitarrista americano Stanley Jordan constituiu-se numa excelente mistura de todos esses elementos, propiciando a seus expectadores momentos de uma beleza única.
Durante a apresentação, foi mostrado um repertório variado de músicas. Desde alguns clássicos da carreira do guitarrista como Returning Expedition, passando por músicas eruditas como o 4o. movimento do Conceerto paara piano e orquestra de Mozart e uma música de Debussy. Além disso, houve uma homenagem à musica brasileira, da qual Jordan declarou ser grande admirador, como as músicas “Partido Alto” e “Insensatez”
Sem dúvida que a apresentação de músicas nacionais foi um dos pontos altos do show, destacando-se o dueto entre a guitarra e o acordeon durante a música “Insensatez” como um dos momentos mais emocionantes do mesmo. O show foi uma fartura de emoção, sentimento e musicalidade (cheguei a ter três êxtases estéticos em uma única música). Era nítido o prazer que o guitarrista estava sentindo enquanto tocava, e essa felicidade transbordava para o público. Mas ele também impressionou no quesito técnica. Stanley Jordan possuía uma velocidade invejável, aliada a um bom domínio de técnicas e escalas e um repertório de frases bastante criativo. Além disso, seu estilo de tocar é bastante inusitado; ele usa as duas mãos no braço, tocando a guitarra como se ela fosse um piano. (two handed tapping). Para que isso seja possível, a guitarra usada por ele tem uma série de modificações, a fim de que ele possa manter o equilíbrio da mesma; além disso, é uma guitarra personalizada, isto é, feita de encomenda para ele. Uma das poucas críticas que eu ouvi sobre o show foi relativa a um certo desnível entre ele e os outros músicos (não me julgo com conhecimento o suficiente para avaliar essa crítica) e o excesso de espaço dado aos mesmos durante a apresentação, mas, embora concorde que a presença da banda não fosse absolutamente necessária, ela deixou o show ainda mais interessante.
Ao término do show, comprei um CD do Stanley Jordan e consegui um autógrafo dele (obrigado, Damásio, pelo lugar na fila!), cumprimentando o guitarrista pessoalmente (fiquei muito tímido para dizer qualquer coisa, mas apertei a mão dele). Pena que não deu pra tirar uma foto! Mesmo assim, foi um grande final para uma grande noite.

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25/01/2004 15:20
Show do Iron Maiden


O dia 16 de janeiro de 2004 sem dúvida ficará na minha memória como um dos mais emocionantes que já vivi. Nesta data, foi realizado no Claro Hall, no Rio de Janeiro, um show da maior banda de heavy metal de atualidade: Iron Maiden.
O show fazia parte da turnê de divulgação do novo CD do grupo, o ótimo “Dance of Death”. A banda de abertura foi a Heavensfall. Até que foi um bom show, chegou a empolgar em alguns momentos, mas boa parte do público (inclusive eu) parecia estar guardando energias para a atração principal.
O Iron começou arrepiando com o hit “Wildest Dreams” que, embora não chegue a ser uma das minhas músicas prediletas, serviu ao intuito de fazer a platéia pular logo de início. Ao todo, foram tocadas seis músicas do CD novo: além da canção já citada, eles tocaram a faixa-título, “Rainmaker”, “No More Lies”, “Paschendale” e “Journeyman.” Uma decepção foi a ausência de “Montségur”, cuja execução era dada como certa por boa parte da imprensa. Ao lado das músicas do último álbum, figuraram clássicos como “The Trooper”, “Iron Maiden”, “Brave New Word” “Hallowed be Thy Name” e “Run to the Hills” e “Wratchild”. E, é claro, não podiam faltar as indispensáveis “The Number of the Beast” e “Fear of the Dark” Se não me falha a memória, apenas duas músicas do show eram desconhecidas para mim: “Can I Play with Madness” e uma do pior período do Maiden (aquele com Balley nos vocais): “Lord of the flies”. Algumas tristezas para mim foram as ausências de músicas como “Blood Brothers”, “The Wicker Man”, “Ghost of Navigator ” e “2 Minutes to Midnight.”
Os cenários foram um show a parte. O ambiente parecia uma lúgubre fortaleza, e os painéis por trás do palco mudavam mostrando as capas dos singles de cada música. Bruce Dickinson, que comandava o show com maestria, troco de figurino algumas vezes. Na música “Dance of Death”, ele vestiu uma capa preta e uma máscara veneziana, e durante “Paschendale” o vocalista trajou um uniforme de soldado. Durante a música “The Trooper,”, ele carregou uma bandeira de Inglaterra. Para completar, apareceram dois Eddies. Um gigantesco por detrás do palco (parecia até boneco de carro alegórico), vestido como a Morte e mexendo o braço em que segurava uma foice, que surgiu durante a apresentação de “Iron Maiden”. O outro, menor, entrou no palco durante a execução de “The Number of the Beast” e, entre outras coisas, entreteu-se brincando de dar porrada no Gers.
Os músicos incendiaram a platéia. Bruce Dickinson movimentava-se por todo o palco, subia e descia por uma elevação, brincava com o público e o incentivava a participar das músicas. Gers, com energia de sobra, não dispensou os “malabarismos” com suas guitarra, enquanto Harris demonstrava sua disposição habitual pulando incansável. Já Adrian Smith e Dave Murray pareciam um pouco mais tímidos. Nicko, embora ficasse um pouco escondido, foi várias vezes aclamado pelo público.
O show teve alguns momentos curiosos. Quando McBrain quebrou a pele de seu bumbo e jogou para o público, Dickinson disse que a banda teria que “enrolar um pouco o público” a’te que o bumbo fosse trocado. Então, passou-se uma das cenas mais hilárias da carreira das “Donzelas de Ferro”: com a ajuda do baterista, o vocalista tocou “Guilherme Tell” com as bochechas, e completou dizendo que aquilo era muito perigoso, já tendo até matado muito gente (risos). A platéia, é claro, urrou de alegria. Outro acontecimento insólito: quando Bruce disse que jamais cancelaria um show na América do Sul, o público puxou um coro de “Ei, Mettalica, vai tomar no cú”, em protesto contra o fato do grupo ter cancelado seus shows no Brasil alegando “esgotamento físico”.
A apresentação do Iron Maiden proporcionou vários momentos de puro êxtase. É difícil precisar quais músicas foram mais empolgantes; mas as execuções de “Paschendale”, “The Number of the Beast”, “Hallowed be Thy Name”, “Rainmaker”, “The Jouneyman” (com coro do público na parte intrumental), “Brave New World” e o encerramento com “Run to the hills” (durante a qual Bruce simulou estar guiando um cavalo) foram instantes inesquecíveis. O show foi uma mistura quase perfeita de músicas novas e velhos clássicos, músicas melódicas e verdadeiras “porradas”, mostrando porque esse grupo de ingleses é tão idolatrado no Brasil. Minha maior reclamação é quanto a curta duração do mesmo: 1h40 min. Saí de lá completamente exausto e rouco. Mas saí de lá feliz.

OBS: a camisa que o Gers estava usando durante o show era igualzinha à camisa que eu comprei antes de ele começar! E olha que por pouco eu não comprei uma diferente...

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17/01/2004 20:53
Lamento informar, mas meu computador continua quebrado, e só pude postar esse texto pq minha prima deixou-me usar o PC dela um pouco... assim que for possível, escreverei alguma coisa sobre o show do Iron Maiden, os filmes que vi recentemente e o livro "Assim falou Zaratustra"
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02/01/2004 09:29
Pra começar 2004, aí vai uma receita de um dos meus poetas favoritos:

"Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond de Andrade

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27/12/2003 17:35

Comentário sobre o post "A farsa na captura de Saddam Hussein", do blog http://www.ondeomaracaba.blogger.com.br/#

A “prisão” de Saddam Hussein é uma questão realmente controversa. Entretanto, um fato é desanimador: é impossível para qualquer um de nós afirmar se aquele é ou não o verdadeiro Saddam. Pelo que parece somente os EUA possuem o DNA de Saddam Hussein, e vão utilizar isso da maneira que melhor lhes aprouver. Mas vale lembrar a declaração da filha de Saddam, dizendo que seu pai jamais se entregaria de maneira tão covarde. Entretanto, será que os americanos permitiriam um encontro entre “pai” e “filha”?
Sua observação sobre a imprensa norte-americana é a mais pura verdade. Parece que eles aprenderam a “lição” da Guerra do Vietnã, onde as imagens chocantes veiculadas na TV causaram uma intensa mobilização da sociedade. Resta-nos perguntar por que a imprensa norte-americana, que normalmente possui uma tendência a apoiar democratas, estaria aceitando fazer o “jogo sujo” de Bush. Seria o mero trauma do 11 de Setembro ou haveria algum interesse econômico por detrás disso?
Sobre a mobilização do povo americano, acho que vale lembrar que o americano “comum” não possui grande consciência política e, além de estar com medo do terrorismo, é facilmente manipulável pela imprensa. Uma farsa a meu ver menos grave do que a Guerra do Iraque, o escândalo de Watergate, causou a queda do presidente Nixon. Será que o povo americano mudou desde então? Acho que não; parece que o que mudou realmente foi a postura da imprensa. Não é à toa que nos EUA a mídia é conhecida como “o Quarto Poder”.
Acerca do impeachment de Collor, concordo com a opinião de “Fejones”, que o principal fator determinante para a queda do presidente não foi a manifestação popular, mas sim a atuação da imprensa. Por fim, gostaria de dizer que tb acho que Bush vai usar Saddam como trunfo eleitoreiro, e temo pelo futuro de nosso país diante do cada vez mais avassalador imperialismo norte-americano. Confio no povo brasileiro, e acho que ele seria capaz de lutar (mesmo sem muita chance de vitória) contra uma invasão ou qualquer coisa parecida. Mas será que ele conseguiria perceber (e evitar) uma dominação sutil e consentida?


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21/12/2003 17:48
Aproveito para deixar algumas informaçõess sobre o estado de saúde do bom e velho (beeem velho!) Ozzy, oriundas do mesmo site:

Ozzy Osbourne precisará de implante de aço na coluna (16/12/03)

Uma peça de aço de 17cm será implantada na coluna de Ozzy Osbourne para prevenir a evolução de novos traumatismos, informou o cirurgião Alan Gardner. A função da peça é evitar que qualquer novo pequeno acidente pudesse causar lesões graves na coluna vertebral de Ozzy, que ficou prejudicada pelo acidente de quadriciclo sofrido alguns dias atrás. Alan Gardner informou ainda que se trata de uma operação extremamente delicada, que só poderia ser levada a cabo por um dos 100 melhores cirurgiões do páis.

Conforme já informado Ozzy se recupera bem do acidente, já respira sem a ajuda de aparelhos, conversa normalmente e não perderá a sua voz.

Sharon Osbourne informou que Ozzy irá necessitar de seis meses de férias antes de voltar às suas atividades normais.


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21/12/2003 17:45
Aqui vão algumas informações sobre o show do Iron Maiden, retiradas do site http://www.whiplash.com.br/:

Seguem abaixo detalhes sobre a apresentação do IRON MAIDEN no Rio de Janeiro, incluindo os novos preços dos ingressos:

Iron Maiden - Dance Of Death Tour 2003/2004
- Rio de Janeiro
Local: Claro Hall – Av. Ayrton Senna, 3000 – Shopping Via Parque – Barra da Tijuca.
Temporada: dia 16 de janeiro
Horário: sexta, às 22h30.
Duração do espetáculo: aproximadamente 1h30
Capacidade: 8000 pessoas
Abertura da casa: 1h30 antes do espetáculo
Patrocinio Master: Nokia
Co-patrocínio: Unimed
Apoio: Sucos Del Valle; Visa
Censura: Não será permitida a entrada de menores de 07 anos.
07 anos e 13 anos: permitida a entrada (acompanhados dos pais ou responsáveis legais)
14 anos em diante: permitida a entrada (desacompanhados).

Preços:
Os ingressos já estão à venda!
PREÇOS POR SETORES
Configuração Pista NORMAL
CAMAROTES R$ 250,00
EM PÉ NA PLATÉIA R$ 120,00
POLTRONA SUPERIOR R$ 180,00

* A meia-entrada poderá ser adquirida apenas nas bilheterias do Claro Hall, pessoalmente, mediante a apresentação do documento de identidade que comprove a condição prevista em lei.

LOCAIS DE VENDA – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Claro Hall - das 12h às 20h, diariamente (pagamento em dinheiro, todos os cartões de crédito e débito, menos Amex) – Av. Ayrton Senna, 3000 – Unidade 1005 – Via Parque Shopping.

LOCAIS DE VENDA – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA
FNAC Barra Shopping – de 2ª a Sábado, das 10h às 22h e das 15h às 21h aos domingos (dinheiro, redeshop e visa electron) – Av. Das Américas, 4.666 – Barra da Tijuca

Posto Piraquê – das 10h às 22h, diariamente (dinheiro, todos os cartões de débito e crédito, exceto cheque eletrônico e amex) – Av. Borges de Medeiros, s/nº - Lagoa Rodrigo de Freitas, em frente ao Parque dos Patins.

New Disc Fashion Mall – de 2ª a Sábado, das 10h às 22h e das 15h às 21h aos domingos e feriados (dinheiro, todos os cartões de crédito e débito, exceto cheque eletrônico e amex) – Estrada da Gávea, 899 loja105 pte H – São Conrado.

New Disc Tijuca – de 2ª a Sábado, das 10h às 22h e das 15h às 21h, nos domingos e feriados (dinheiro, todos os cartões de débito e crédito, exceto cheque eletrônico e amex) - Av. Maracanã, 987 lj. 3035, 3ºpiso – Tijuca.

New Disc Rio Sul – de 2ª a Sábado, das 10h às 22h e das 15h às 21h, nos domingos e feriados (dinheiro, todos os cartões de crédito e débito, exceto cheque eletrônico e amex)- Rua Lauro Muller, 116 lj. 201B/44 - Botafogo.

Modern Sound Copacabana – de 2ª a Sábado, das 9h às 19h (dinheiro, todos os cartões de crédito e débito, exceto cheque eletrônico e amex) – Rua Barata Ribeiro, 502 - Copacabana (não abre aos domingos e feriados).

Central Ticketmaster – por telefone, entrega em domicílio (taxas de conveniência e de entrega): 0300-7896846, das 9h às 21h - segunda a sábado; 10h às 17h - domingo (aceita todos os cartões de crédito exceto amex) e pela Internet - www.ticketmaster.com.br.



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20/12/2003 16:24
Aqui vão algumas considerações sobre o filme "O Gabiente do Dr. Caligari":


O filme “O Gabinete do Dr. Caligari” pode ser considerado a obra-prima do Expressionismo alemão. Tanto pelo seu cenário, altamente estilizado, quanto pela interpretação de seus atores principais, Conrad Veidt e Werner Krauss, ou pela abordagem de um tema extremamente subjetivo, os mistérios da mente humana (representados pelo sonambulismo).
“O Gabinete do Dr. Caligari” conta a história de um sonâmbulo, Cesare, e seu mestre. Dr. Caligari. Obedecendo inconscientemente às ordens de seu senhor, Cesare comete uma série de assassinatos. Até que, ao ser ordenado a matar uma moça, o sonâmbulo não consegue fazê-lo, e acaba seqüestrando-a. Entretanto, no esforço da fuga, Cesare extenua-se e morre. Francis, pretendente da moça seqüestrada e amigo de uma das vítimas de Cesare, desmascara o Dr. Caligari, que era na verdade o diretor de um hospital psiquiátrico. Descoberto, o diretor é trancafiado para sempre numa das celas do hospício que ele mesmo dirigiu por tanto tempo.
O cenário é uma das coisas mais marcantes deste filme. Ele foi executado em tela pintada, segundo uma estética expressionista. Assim, a cidade ao longe se contorce de maneira grotesca; os telhados são angulares, as janelas assumem formas pontiagudas, as ruas ora se assemelham às escuras, sujas e assustadoras vilas medievais, ora parecem verdadeiros labirintos, com paredes descomunais que, de certa forma, oprimem e atordoam os personagens. A prisão é um dos cenários mais impressionantes. Somente um minúsculo buraco serve de “janela” entre o preso e o mundo externo; entretanto, há uma luz misteriosa que reflete em várias pontas sobre seu interior, como uma estrela. Até mesmo o letreiro é estilizado.
Outro fato que merece destaque é a interpretação de seus atores principais, Conrad Veidt (Cesare) e Werner Krauss (Dr. Caligari). Todos os outros atores assumem uma atuação “naturalista”. Entretanto, pode-se dizer que esses dois possuem uma performance verdadeiramente “expressionista”; seja pela emoção que seus rostos transmitem ou pelo próprio gestual, que varia entre o exagero e o que parece ser um balé meticulosamente calculado (a morte de Césare é um ótimo exemplo da segunda situação).
Por fim, falemos sobre o tema de “Dr. Caligari”. O tema do subconsciente despertava muito interesse na época graças às teorias de Freud. Além disso, assuntos como o subconsciente, o misticismo e a magia sempre foram de interesse dos expressionistas. O filme faz uma crítica feroz às autoridades. Durante toda a história, elas são mostradas em posições superiores, como cadeiras anormalmente altas. É necessário subir-se escadas tanto para chegas à delegacia quanto ao escritório do diretor do hospício. E é justamente a autoridade médica que deveria zelar pela sanidade da sociedade que se mostra o maior de todos os loucos. Por sua inconsciência, Cesare acaba sendo inocentando por nós; assim sendo, é Caligari que comete as maiores atrocidades.
Onde podemos identificar o “grito expressionista” dentro desse filme? Segundo minha interpretação pessoal (explicarei depois porque devo denominá-la desta maneira), acho que Cesare seria a representação inconsciente desse grito. Ou, explicando melhor, o sonâmbulo seria a materialização do grito do Dr. Caligari, o instrumento do qual ele se utiliza para libertar seus demônios interiores. Note-se que Dr. Caligari não se torna “mau” no momento em que ele assume seu grito; o filme deixa claro que ele já possuía intenções maléficas antes mesmo de encontrar Cesare. O diretor do hospício representa a autoridade que quer reprimir e controlar o “mundo interior”. Essa sua sede de poder e controle faz com que ele despreze não somente os valores morais, mas a própria vida humana. Tem-se a impressão de que o que leva Caligari a transformar Cesare em um assassino não é o prazer de matar, mas a sensação de poder que isto lhe traz, pois mostra que ele é capaz de obrigar o sonâmbulo até a cometer os atos mais cruéis. Assim sendo, a autoridade tenta reprimir e controlar o grito; mas o grito é incontrolável, e o conflito entre ambos só faz com que a inevitável liberação do grito traga dor e sofrimento. Esse grito destrói a ambos; Cesare morre enquanto o médico é aprisionado em sua própria loucura. Mais uma vez, vemos um personagem que não consegue resistir ao chamado de seu lado negro e acaba sendo destroçado por ele.
Infelizmente, não pude participar da discussão que ocorreu após o filme. Assim sendo, baseei esse post na discussão prévia, no texto entregue pelo professor (“A Tela Demoníaca”- de Lotte H. Eisner) e em algumas observações próprias. Portanto, ficaria contente se algum membro do grupo de filosofia que tenha participado da discussão pudesse completar esse post comentando-o.
Alguns momentos do filme que me produziram êxtases estéticos: a cena em que Cesare prevê o futuro de Alan; o assassinato do mesmo; a morte de Cesare e, por último, o momento em que Francis descobre que o diretor do hospício é o Dr. Caligari.



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07/12/2003 20:56
Aqui vai minha opinião pessoal sobre o filme "Nosferatu". Mais uma vez, a costumeira advetência; se vc se incomoda em ficar sabendo o final do filme, não leia o texto...

O filme Nosferatu, de F. W. Murnau (1922) é um dos grandes clássicos do terror. Não somente pelo filme em si, mas pelos mistérios que o rondam e por todas as discussões que ele gera.
Começo por algumas lendas acerca do filme. A empresa que produzia o filme era uma das mais ricas da Alemanha; entretanto, após o fracasso do mesmo, a empresa faliu. Além disso, o próprio nome “Nosferatu” é um enigma. A intenção inicial do diretor era usar o nome “Drácula”, mas os herdeiros de Bram Stoker não lhe concederam os direitos autorais sobre o mesmo. De onde então teria surgido o nome “Nosferatu”? Há uma teoria que seria um nome originado da mistura das línguas romena e grega; entretanto, não sei o que significaria (se alguém tiver uma teoria plausível, agradeço a ajuda). Por último, há toda uma atmosfera de suspense em torno do ator que faz o papel principal, Max Schreck. Ele era um desconhecido antes do filme. Levando-se em conta os poucos efeitos especiais da época, sua feiúra é de arrepiar. E, após o filme, Max Schreck literalmente desapareceu. Brincando com o mito em torno desse ator, um filme recentemente inventou uma história de que Murnau não teria contratado um ator para fazer o papel de vampiro, mas sim um vampiro para fazer o papel de ator. Não que eu acredite nisso; mas cito-o apenas para reforçar como Nosferatu mexe com o imaginário das pessoas.
A história do filme, em si, não é original; ela baseia-se na obra “Drácula”, de Bram Stoker. Um agente imobiliário é contratado para fazer a venda de um castelo na costa do Mar Báltico, cujo proprietário é o Conde Orlock, que durante o dia dome num caixão e à noite acorda para alimentar-se de sangue humano. Ao ver uma foto da mulher do corretor, o Conde fica encantado com seu “belo pescoço”, e resolve mudar-se para um castelo em frente à casa do mesmo. O resto da história não é muito difícil de imaginar...
O que esse filme “Nosferatu” representa dentro do Expressionismo (ver breve explicação sobre o movimento no post sobre o filme “O Anjo Azul”)? Primeiro, é necessário explicar por que o filme pode ser enquadrado nesse movimento. Em “Nosferatu”, a estética expressionista não é tão facilmente perceptível quanto em o anjo azul (pois os cenários daquele possuem uma aparência gótica), entretanto o jogo luz/sombra apregoado pelo movimento aparece nesse filme em profusão. Entretanto, o argumento mais forte para classificar “Nosferatu” como um filme Expressionista seria o fato do próprio vampiro ser a materialização do “grito expressionista”.
Há outras teorias interessantes, que identificam o vampiro como sendo uma representação do horror da Segunda Guerra Mundial ou do crescimento do autoritarismo no mundo. Não nego a possibilidade de que esses fatos tenham, de alguma forma, influenciado o autor; entretanto, vou me ater a uma análise do filme sob a ótica do Expressionismo.
“O grito expressionista” seria uma maneira de externar todos os nossos sentimentos reprimidos, todos os conflitos que existem dentro de nós e que tentamos de alguma forma manter sob controle. No entanto, resta uma pergunta: o vampiro seria o grito de quem? A princípio, ela seria o grito da personagem, de.... mulher do corretor de imóveis. Nosferatu representaria o lado emocional da mesma, tentando lutar contra a vida racional, pacata e rotineira que a mulher levava. É interessante notar que, desde o início, esse lado emocional atrai a Razão, representada pelo marido, com o intuito de destruí-la. Assim, se analisarmos o filme sob a ótica do interior da personagem da mulher, ela está desde o início cedendo ao vampiro; não há um marco nítido temporal ou um fato específico que deflagre o conflito razão/emoção; dentro do espaço narrativo do filme, esse conflito sempre existiu.
Outra questão que se põe: a quem será que a mulher amava realmente? Ao seu marido ou ao vampiro? Levando-se em conta a feiúra do vampiro, essa pergunta se torna ainda mais grotesca e inquietante. O que, então, a bela moça teria visto de bom num ser maligno e horrendo? Provavelmente o fato de o vampiro representar sua única possibilidade de fuga dentro daquele mundo racional, de sua vidinha organizada e sua rotina esmagadora. Nosferatu era a libertação de suas emoções, era a chave para sua liberdade dentro daquela sociedade escravizante. Por mais que isso possa parecer absurdo, não é uma opinião sem fundamento. De longe, ela sente a influência do vampiro. Nosferatu vem de navio, enquanto o marido vem à cavalo; e, enquanto espera por seu amor, é para o mar que a mulher olha. Quando ela diz “finalmente ele chegou”, fica impossível saber a quem a mulher se refere, pois tanto o vampiro quanto o homem chegam praticamente ao mesmo tempo. Por fim, em certo momento do filme, a bela jovem finge passar mal e pede que o marido vá chamar um médico, a fim de que ela possa ficar à sós e se entregar a Nosferatu.
E essa última atitude da heroína que merece ser refletida com mais calma. O que, na verdade, leva ela a se entregar ao vampiro? Será que ela realmente teria sucumbido a seu grito interior? Será que ela se apaixonou pelo vampiro? Ou ela, como uma verdadeira heroína romântica, estaria se sacrificando para livrar o mundo do mal que aquele vampiro representava? Pois, segundo dizia uma lenda, quando uma moça se entregasse ao vampiro por vontade própria, então ele seria destruído. Mas também pode ser que o intuito de “salvar a Humanidade” seja simples mauvaise-foi; ela poderia estar usando seu martírio com um pretexto para dissipar suas dúvidas e realizar sua própria vontade. Um outro fato que mercê reflexão: após se entregar ao vampiro e assim causar sua morte, a heroína também acaba por falecer. Ou seja: tentar destruir seu lado emocional, ela própria acabou destruída. Como bem observou um amigo meu, tanto “ Nosferatu” quanto “O Anjo Azul” parecem mostrar a morte como a única solução para os conflitos entre razão/emoção, mundo exterior/grito interior. Será que haveria uma outra saída? Que “Nosferatus” existem dentro de cada um de nós?
Terminando, gostaria de falar sobre alguns momentos que achei mais marcantes do filme: a “carruagem fantasmagórica” que conduz o marido até o castelo de Nosferatu; a indecisão de mulher entre abrir ou não a janela para o vampiro; Nosferatu subindo as escadas com sal sombra projetada na parede; a sombra do vampiro tocando o coração (ou o seio?) da mulher. Mas, sinceramente, acho que não poderia classificar esses momentos como “êxtases estéticos” (ver explicações sobre êxtase estético no blig “larmec”). Além disso, o filme, mesmo com toda sua atmosfera sombria, não chega a provocar medo. Em muitos momentos, cheguei a me perguntar de que maneira efeitos especiais mais modernos poderiam contribuir para transformar o filme em algo realmente assustador (nesse sentido, talvez seja interessante ver a versão de Werner Herzog). De qualquer maneira, não chega a ser uma obra que entretenha facilmente, e eu particularmente gostei mais das discussões sobre o filme do que do filme. Mesmo assim, acho que vale à pena vê-lo.




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05/12/2003 22:17

Em homenagem ao aniversário de Ozzy Osbourne (dia 3 ele completou 55 aninhos!), aí vão algumas notícias que saíram recentemente sobre ele no site do RockOnline:

15/10/2003
A corrida para interpretar Ozzy Osbourne nos cinemas ganhou mais um concorrente de peso. Muitas produtoras já se interessaram em transformar a biografia do cantor numa obra ‘hollywoodiana’ e até o momento os mais cotados para o papel eram Colin Farrell e Johnny Depp.

Entretanto, numa recente entrevista para o ‘talk show’ de Sharon Osbourne, esposa do ‘madman’, o ator Jack Black intimou-a a escolhê-lo. Segundo ele, Ozzy é seu ídolo desde a infância e os outros concorrentes, apesar de bons atores, não conhecem Rock o suficiente.

Jack Black já atuou em filmes como “Alta Fidelidade” e “O Amor é Cego”, além de fazer algumas pontas em clipes do Foo Fighters e ser integrante da banda Tenacious D.

16/10/2003

Quem acompanha o seriado The Osbournes sabe que o ‘madman’ não está lá em sua melhor forma. Prova disso veio agora com o anúncio do cancelamento de toda a turnê européia do vocalista, que seria iniciada no dia 22 deste mês, em Dublin.
Ozzy vem sendo submetido a um tratamento para combater um tremor nervoso que, segundo ele, cresceu profundamente nos últimos dois anos. Como efeito colateral, sua voz foi afetada, impedindo-o de cantar. Os shows deverão ser remarcados em 2004.

Os médicos descartaram a possibilidade de se tratar do mal de Parkinson.

02/12/2003
Depois de Michal Jackson ser preso recentemente pela polícia norte-americana, mais um caso de abuso sexual abalou o ‘show business’. Desta vez, o envolvido é Ozzy Osbourne e, ao contrário do que muitos possam imaginar, o ‘madman’ é a vítima da história. O cantor afirmou em recente entrevista que foi molestado por dois garotos diversas vezes em seus tempos de criança, na saída do colégio onde estudava, na Inglaterra. O ex-Black Sabbath declarou ainda que nunca contou nada disso para os pais e só superou o trauma bem mais tarde, com a ajuda de um terapeuta e da esposa Sharon.

03/12/2003
Parece que a família Osbourne resolveu mesmo revelar seus mais profundos segredos. Depois de Ozzy contar que sofreu abusos sexuais durante sua infância, sua esposa e empresária Sharon também andou dando declarações bastante chocantes à imprensa. Ela afirmou que teve um caso com o guitarrista Randy Rhoads, nos idos dos anos 80, e que o casamento dela com o ‘madman’ quase terminou na época. Segundo ela, Ozzy sempre soube, mas evitava falar sobre o assunto já que, até hoje, ele considera o guitarrista como um de seus melhores amigos. O caso está descrito no livro “Ordinary People: Our Story”, escrito pela família Osbourne.
Randy Rhoads gravou, ao lado de Ozzy, os álbuns “Blizzard of Ozz” e “Diary of Madman” e morreu em Março de 1982, num acidente de avião.

05/12/2003
Durou pouco a vida de dois empregos do baixista Jason Newsted. O músico, que atualmente dividia suas atenções com o Voivod e com Ozzy Osbourne, deixou oficialmente de integrar a banda do ex-Black Sabbath. Jason não deu maiores explicações sobre a sua saída e Ozzy já anunciou o seu susbstituto: trata-se de Rob Nicholson, que tocava com Rob Zombie.

Nicholson, contratado depois de dois ensaios, afirmou que nunca imaginou que um dia isso pudesse acontecer e que tocar a música “Into The Void” com o ‘madman’ foi o momento mais legal de sua vida. O ‘line up’ ainda conta com o guitarrista Zakk Wylde e com o baterista Mike Bordin.




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01/12/2003 13:45
Aê galera! A página do Expresso já foi atualizada! Pra quem não sabe, esse é o time de pernas-de-pau da tumra 22 do qual eu muito me orgulho de fazer parte...
www.expressinhodadelaide.kit.net
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28/11/2003 15:15
Neste post pretendo expor minha opinião sobre o filme “O Anjo Azul”. Se você viu o filme, ficarei grato caso deixe aqui um comentário. Se você pretende ver o filme e não quer saber o final antes disso, recomendo que não leia o post. Mas se você ainda não viu o filme e não se importa de saber como ele termina, espero que esse post sirva para estimular seu interesse em assistí-lo...
Terça-feira (dia 25/11), assisti ao filme “O Anjo Azul”, de 1930. Foi a primeira vez que vi um filme do Expressionismo alemão. Vamos, então a uma breve explicação sobre Expressionismo. Ele foi um movimento artístico iniciado por volta de 1905, e teve seu ápice Alemanha após a 1ª. Guerra Mundial. Sua ótica voltava-se para o interior do homem, para seu lado negro e oculto, e para a forma como esses sentimentos reprimidos indubitavelmente explodiam para o mundo exterior (daí a famosa expressão “o grito expressionista”). Uma das maneiras de detectar (esteticamente) um filme expressionista é reparar nas formas oblíquas do cenário e o jogo de luz e sombra (nesse filme em específico isso fica nítido quando o personagem principal passeia pela cidade).
O filme “O Anjo Azul” conta a história do professor Immanuel Rath, um severo professor alemão que dá aulas de literatura inglesa para uma turma do que poderia ser considerado o “Ensino Médio” no Brasil. Esse professor possuía uma vida extremamente dedicada ao estudo, e aparentava ser bastante rígido em relação aos aspectos morais (em seu quarto havia a frase: “seja justo e não tema ninguém”). Ao ver no caderno de seus alunos a foto de uma dançarina de cabaré, o professor resolve ir pessoalmente até o local (cujo nome era “Anjo Azul”), para recriminar a dançarina (Lola) por estar seduzindo seus alunos e desviando-os do caminho da virtude. Entretanto, o próprio professor acaba cedendo aos encantos da dançarina.
O filme me surpreendeu de maneira agradável. Afinal, não esperava muita coisa de um filme com uma história aparentemente banal e de ares romanescos. Por muitos momentos, o filme chega até a parecer uma verdadeira comédia romântica, com cenas bastante cômicas (como o professor repreendendo um aluno que não sabia pronunciar o “the” ou imitando um galo após a festa de casamento). Entretanto, esses momentos felizes são apenas uma preparação para a decadência que virá em seguida. Por exemplo, a paixão que Lola sente por Rath de início pareceu “forçada demais” para ser convincente. Isso, que a princípio parece um defeito do filme, mais tarde contribuirá para aumentar as dúvidas geradas pelo desenrolar da história. Outro momento de suma importância é quando o professor Rath pede Lola em casamento. Pouco antes, ele havia sido demitido pelo diretor da escola, pois alguns alunos haviam descoberto seu caso com a dançarina e o ridicularizaram na escola, desmoralizando-o. Quando o ex-professor chega para conversar com Lola, ela está arrumando as malas. E, no momento em que Rath pede a dançarina em casamento, ela responde com uma gargalhada ao mesmo tempo sinistra e debochada. Tem-se a impressão de que ali, naquele momento, o filme descambaria para um final infeliz.
Surpreendentemente, Lola aceita o pedido do ex-professor. E embora as cenas seguintes nos dêem a impressão de que a história novamente se encaminharia para um final feliz, fica no ar a questão: como Rath poderá sustentar Lola, estando desempregado?
Não ficamos muito tempo sem resposta para essa pergunta. Sem conseguir emprego, Rath acaba tendo que se contentar em vender cartões com a foto de sua esposa para os clientes dos cabarés. O ex-professor ainda esboça sua vontade de tentar sair dessa situação humilhante; entretanto, cinco anos se passam e ele nada consegue. Por fim, Rath acaba sendo empregado como palhaço no show de mágicas do agente de Lola. Nesse momento, fica nítida a decadência de Immanuel Rath (percepção que é muito facilitada pela atuação do ator). Para piorar a situação, sua mulher volta a se prostituir a fim de ajudar no sustento de ambos.
O mágico anuncia ao ex-professor que eles irão voltar à terra natal de Immanuel, para fazer um show do “Anjo Azul”; todos os ingressos haviam sido vendidos, e havia uma grande expectativa em torno da “volta do professor Rath”. Immanuel inicialmente se nega à ir, mas acaba cedendo.
No regresso ao “Anjo Azul”, o ex-professor toma consciência do estado de degradação em que se encontrava. Estava ali, de volta à sua cidade, passando por uma situação vexatória (o trabalho como palhaço era realmente de dar pena) diante de ex-alunos e conhecidos. Havia perdido sua carreira, o respeito da sociedade, seus sonhos românticos e seu amor-próprio. O que lhe restara? Ali, diante do palco, Immanuel Rath percebe a dura realidade: não lhe restara nada. Ao ver sua mulher sendo beijado por outro homem, ele enlouquece e tenta agredi-la. No final, até mesmo a sanidade abandona o ex-professor.
No comovente final, Immanuel Rath, maltrapilho e louco, regressa à sua antiga sala de aula, vazia àquela hora da noite, e morre agarrado à mesa onde costumava lecionar. Essa atitude pode ser encarada como um símbolo de tentar recuperar sua existência antiga; mas, na verdade, durante todo o filme Rath nunca deixou de pensar como um professor, apesar de toda a sua ruína.
O filme suscitou interessantes discussões. Será que toda aquela rigidez e sobriedade que o professor Rath demonstrou no início da história eram mero fingimento? Será que ele realmente tinha uma consciência acerca dos valores morais que adotava, ou apenas seguia os valores que a sociedade lhe impunha? Ele poderia ter agido de alguma outra forma? De que maneira ele seria mais feliz (ou menos infeliz): continuando a viver no seu mundinho de ilusões e dedicando-se somente ao trabalho, ou libertando seu “grito interior” e acabar sendo destruído por ele? O filme nos deixa a impressão de que não há escapatória: de uma maneira ou de outras, ele acabaria morrendo agarrado à mesa... analogamente, como nós temos nos comportado me nossas vidas? Será que vivemos a nossa vida mecanicamente, sufocando o nosso “grito interior”? Será que realmente nós sabemos o que realmente nos traz felicidade? Será que para nós também não há escapatória?
Para finalizar, gostaria de dizer que o filme tem vários momentos de beleza, sendo que eu destacaria dois: Lola cantando “Falling in love again” para o professor Rath e o mesmo caminhando ensandecido de volta para a escola no final do filme.

enviada por fastasma na neblina






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